Hoje eu estava conversando pelo MSN com uma amiga muito querida, e ela comentou que no vídeo que fiz da Laura para a festa de seu primeiro aniversário não tinha fotos da chegada no hospital, parto, etc.
Eu respondi que eu não gostava muito disso, acho a chegada de um filho algo muito particular. Mesmo assim meu marido comprou uma filmadora para filmar o parto.
Como na minha vida nada é programado, Laurita resolveu chegar 17 dias antes do esperado, e quase mata todo mundo de susto. Enfim, a única foto pós-parto que temos foi tirada pela pediatra do centro cirúrgico com o celular do meu marido. E é uma foto só eu e ela, porque a foto que tinha nós três está no antigo celular do meu marido, e não há meios de recuperá-la.
Mas o dia do nascimento da Laura é muito claro na minha cabeça:
Lembro de ter sido acordada por telefone pela minha mãe.
De dirigir no calor escaldante pelo centro da cidade lotado (era sábado).
De bater perna com meu irmão e minha mãe no shopping.
De almoçar correndo porque minha manicure me encaixou para fazer o pé.
De reclamar de dor de cabeça e não querer ligar para o marido (que estava de plantão) porque estava de bico com ele não sei porque.
Do meu pai me levando pro hospital e eu mandando ele embora, porque ele não poderia entrar comigo na consulta.
Do exame em que vi uma preoucpação inédita para mim no rosto do meu marido.
Do meu médico dizendo que o exame não estava bom, e que a Laura nasceria naquele dia.
De ligar para minha mãe já sentada na cadeira de rodas, a caminho do centro cirúrgico.
Do susto que levei quando meu médico disse para a equipe dele que o parto tinha que ser rápido.
E do sossego quando o anestesista dise, é uma menina, e eu ouvi o choro de dona Laurita. Forte.
Não foi o parto que eu imaginava. E eu não lidei bem com isso.
Mas, independente de como foi, me trouxe meu maior tesouro.
Minha amiga chorou lendo (boba, ela). Ela gosta de saber tudo nos mínimos detalhes.
E ela disse que não precisava mesmo de fotos, vou sempre saber contar tudo nos mínimos detalhes;